VIAGEM À PRÉ-HISTÓRIA (a journey to the beginning of time 1955 720p Legendado)

– Nosso diário de bordo O diário da nossa jornada Meus amigos e eu tivemos as melhores férias de sempre! Fomos em uma viagem de descoberta, de volta à pré-história Como outros meninos brincam de cowboys e índios Estávamos em quatro Esse sou eu, Petr, segurando os livros O do meio é o Jirka, o mais jovem da nossa equipe Ao lado dele é o Jenda Toník não está aí, pois ele tirou a foto Mas você pode ver sua sombra no canto Ele era o nosso fotógrafo E aqui, nesta caverna, onde a cruz está, foi onde Jirka encontrou isto Isso é o que começou tudo Isto não é uma simples pedra É um trilobita fossilizado Jirka não sabia que os trilobitas tinham morrido há muito tempo, por isso que ele queria ver um com seus próprios olhos Ele não entendia que toda Terra era um leito coberto por um oceano de trilobitas Graças aos fósseis que podemos ter a ideia de como se pareciam Mostramos este gráfico para que ele conseguisse entender melhor que existem mais de 500,000,000 anos nos separando dos trilobitas E se ele quisesse ver uma de verdade, ele teria que voltar no tempo, passando por todas essas etapas: Idade do Gelo, Terciário, até o Mesozoico e o Paleozoico, até chegar no oceano Siluriano e, enfim, até suas trilobitas Para ele entender ainda melhor, nós o levamos até o museu Ele encontrou mais fósseis, muito mais raros e um maiores Toník até tirou uma foto dele com um mamute Jirka adorou, mas ficou triste, porque sabia que nunca ia ver um vivo Se ainda existissem mamutes como essa na floresta, ele seria o menino mais feliz do mundo! Ossos e impressões dos artistas não são a mesma coisa O que Jirka realmente queria era vê-los andando! Então, quando ele leu o livro de Júlio Verne sobre as pessoas que iam até o centro da Terra e viam todos aqueles monstros antediluvianos, ele pensou que poderia fazer o mesmo E já que quase tudo nos livros de Júlio Verne tornou-se realidade, decidimos partir Para navegar rio acima por aquela caverna, nossa caverna mágica! É foi aí que a nossa jornada começou

– Gelo – Tem muito gelo aqui – Não importa, continue remando! – Estamos nos movendo, não estamos? – Sim, mas em breve vai piorar – Olhe para todo esse gelo! – Isso realmente parece com a Idade do Gelo – Nós nunca vamos conseguir passar por esse bloco de gelo Nem um quebra-gelo faria isso! – Nós vamos ter que dar um jeito – Primeiro, coloquem algo mais quente! – Vista isso, Jirka – Cubra as orelhas, ou elas ficarão congeladas – Me dê a lâmpada – Aqui vamos nós! – Cuidado, Jirka! – Não se preocupe O gelo nos aguenta Vamos sair e arrastar o barco sobre o gelo, como um trenó – Boa ideia. Vamos lá, pessoal! – Vamos – Só mais um pouco – Deixem tudo no barco Vai ficar tudo bem, contanto que a gente continue se movendo! – Não vai ser fácil – Pegue um! Tem geleia dentro – Obrigado, eles são ótimos! – Temos de ter cuidado com isso, Jirka É o nosso diário de bordo – Vamos escrever alguma coisa agora! – E assim, nós escrevemos pela primeira vez “Como nós fizemos nosso acampamento na Idade do Gelo.” Isso realmente foi uma Idade do Gelo

nossos rostos e dedos estavam congelados, mas não importa Estávamos muito felizes por chegarmos até aqui Jirka era o que estava mais feliz, ele conseguiu exatamente o que ele tanto queria: uma jornada pelo grande Desconhecido da História No dia seguinte, estávamos de volta ao nosso caminho rio acima Havia muito menos gelo agora e quanto mais remávamos, mais arbustos e árvores apareciam, como se estivéssemos voltando para casa Então, o gelo desapareceu completamente – Pessoal! Vejam! Por entre os pinheiros! É um mamute! – Sério? Vamos chegar mais perto! – Um mamute! Um mamute de verdade, meninos! – Que gigante! – Vamos, deixe-me ver! – Eu também quero! – Depressa! – Deixe-me ver, pelo amor de Deus! – Calma, pessoal! – Ele nem percebeu que estamos aqui! – Olá! Olá! Olá! Olá! Sr. Mamute, nós estamos mesmo na pré-história? – Sente-se! Quando acampamos, conversamos apenas sobre o mamute, principalmente o Jirka Foi muito melhor do que aquele do museu Era real… um animal vivo! O primeiro que vimos no mundo pré-histórico Partimos ao amanhecer Havia ainda algumas geleiras no horizonte, mas a paisagem tinha mudado completamente Agora, tudo era verde e me sentia quase como em casa Mas a água das geleiras foi inundando o rio, e nós não conseguíamos remar contra a forte correnteza – Jenda! Uma trilha! – Bem aqui! – Pessoal, o que vocês acharam? – Venha dar uma olhada – Espere, eu vou te puxar – É uma espécie de trilha – Os mamutes devem ter feito isso – Mas não há pegadas aqui – Talvez os animais vêm até aqui para beber – Vamos ver onde ela leva – Por que não? Vamos lá! – Cuidado, não entre! Você nunca sabe o que pode ter lá dentro

– Tem uma fogueira! Um caçador pré-histórico – E se ele estiver aí? – Eu acho que não Tem muita grama aqui – Eu fiz uma tocha – Ok, você vai primeiro! – Não tem ninguém aqui – Alguém esteve aqui e fez uma fogueira E ele era um caçador, vejam só! – Isso sim é legal! – E pesado – O que é isso, afinal? – O que você acha, Petr? Deve ser um chifre de um veado – Eu gostaria de ter visto isso! Ele deveria ser incrível! – E forte, por carregar quase duzentas libras na cabeça! – O que temos aqui? – Senhores, não vai dar para levantar isso – E este aqui? – Deixe-me ver – Isso é um osso! Deve ser uma presa de um mamute – Sim, mas parece ser apenas um terço dela – Vamos levá-la! – Claro, e quem vai carregá-la? – Aqui está uma outra descoberta, Petr – Esse é o machado do homem das cavernas – Ele ataca os mamutes com isso? Ele deve ser um lutador incrível – Um selvagem brutal Ainda bem que ele não está em casa agora! – Pessoal, se ele voltar Eu não sei, mas tem um túnel lá atrás – É melhor checarmos! Apenas no caso de – Cuidado, Jenda! – Petr! – Pinturas de animais! – Bisão Essa foi a nossa maior surpresa de todas na caverna Aquelas pinturas de animais Esse caçador tinha gravado seus pensamentos e sentimentos sobre a rocha Ele não só caçava veados e bisões, como também podia pintá-los, como um artista Todos nós tínhamos visto o mamute à beira do rio, mas nenhum de nós conseguiria ter desenhado assim como ele fez O homem das cavernas deixou de ser apenas um caçador de animais para nós Nós já não tínhamos medo dele Ele era um ser humano, assim como nós – Petr, você com certeza que não podemos levar nada? – Não, Jirka. Como você acha que nós levaríamos isso? Toník está certo – Toník já saiu! Vamos, vamos atrás dele

Temos que seguir em frente – Toník, onde você vai? – Não se preocupe, eu volto logo! – Volte! Vamos voltar para o rio! – Eu só vou tirar mais algumas fotos! Nós o chamamos em vão Toník foi atrás da trilha deixada pelo homem das cavernas Ele queria encontrá-lo e tirar uma foto Seria a primeira foto de um homem das cavernas vivo Ele imaginou a sensação que seria, então ele foi mais e mais para dentro daquela floresta desconhecida – Você consegue vê-lo? – Não – Continue procurando! – Não consigo vê-lo em lugar algum – Então, pode descer! Vamos ter que ir procurá-lo – Alguma coisa deve ter acontecido com ele – Estão vendo isso? – Bem ali! – Petr, você sabe o que eles são? – Rinoceronte-lanudo, eu acho – A luta acabou

– Jirka, vamos lá! Temos que encontrar o Toník – Estamos perdendo tempo – Ele está nadando em nossa direção! – Jirka, o que há de errado com você? O que você está fazendo? – Fique quieto! Lá, no cume! Ele está vindo para cá! – Quem está vindo? – O homem das cavernas, com uma lança Por trás dos arbustos! – Toník! – Toník! Olhe para você! – Pessoal! Vocês não tem ideia do que eu passei! – Onde você estava? – Estava procurando por você em toda parte – Deixe-me ver! – Legal, não é? – Pessoal, deem espaço! – Fique aí com a lança Toník, o caçador – Vai ser uma ótima foto – Afaste-se, eu vou tirar a foto – Olhe para cá. Sorria! Toník finalmente se secou com o fogo E eu tratei de registrar tudo em nosso diário Ficamos imaginando o que viria a seguir Grande parte de nossa viagem ao passado ainda estava por vir Milhões e milhões de anos antes do tempo dos mamutes estava o Terciário, nossa próxima parada – Isso é demais! – Incrível! Bem vindos ao Terciário! – Tirem as blusas ou vamos cozinhar – Como se o verão voltasse para casa – Jirka, está vendo isso? Flamingos – Veja, lá do outro lado! Era um paraíso animal, como você imagina que seja a África Havia gazelas, antílopes, girafas e elefantes Só que não era bem o nosso elefante Este era diferente Um elefante do Terciário, com presas que crescem de sua mandíbula inferior, e não de cima para baixo como conhecíamos Havia esse predador, também com presas Dentes, na verdade, afiados como uma espada Ele poderia matar um instante Era um dos animais mais temidos de todo o Terciário Jirka queria ter um rifle,

mas era melhor que não tivéssemos Nós estávamos em uma missão científica, e não em um Safári Nós tínhamos apenas que deixar a natureza agir, e observar Jirka! Jirka! Para onde é que esse garoto foi? Melhor procurarmos por ele – Eu vou por aqui e você por lá Jirka! Jirka! Jirka! Jirka! Jirka! Jirka! Jirka! – Ouviu isso? É o Petr Ele não consegue encontrá-lo também – Vamos Jirka! Jirka! Jirka! Jirka! Jirka! – O que você está fazendo? Você não ouviu? – Não importa! Apenas me ajude com isso aqui! – Você conseguiu!

– Deve ter uns dez quilos, pelo menos! – Ele parece muito saboroso! – Teremos um banquete hoje à noite! Quando todos nós voltamos para o barco e vimos o quão orgulhoso Jirka estava, nós simplesmente não poderíamos ficar bravos com ele Foi uma pesca e tanto! Então, chamamos aquele lugar de de Baía da Baleia, em homenagem ao Jirka Demos nomes a todas as montanhas e baías, como todos os exploradores costumam fazer Usamos nos mapas que estão no nosso diário Essa é a Montanha do Trovão, porque fomos pego por uma tempestade terrível Foi impressionante! Nós decidimos passar a noite no barco Nós não conseguiríamos acender uma fogueira na chuva e estávamos com medo de acampar sem uma A chuva finalmente parou, e foi uma típica noite tropical calma Eu estava pensando sobre tudo o que tínhamos visto até agora, e, em seguida, sobre nossa casa – O que foi isso? – Nada, Jirka, não foi nada Apenas a lâmpada Nada além de uma pequena chama, mas que nos ajudou muito Enquanto estivéssemos com ela, estaríamos seguros Como deve ter sido quando o homem acendeu a primeira tocha Quando descobriu o segredo do fogo! Desde então, ele realmente se tornou o mestre de toda criação O homem como nós o conhecemos – Me dê! – Meninos, hoje a água está muito fria!

Jirka! Jirka! – Pegue o fogo! Rápido! – Rápido! – Nade até o barco! – Vamos embora daqui! – O resto da nossa viagem foi como uma viagem por um zoológico maravilhoso do Terciário Havia diferentes animais em todos os lugares que olhávamos – Que monstruoso! Nunca vi nada tão feio! – Ele tem um nome ainda mais estranho – Uintatério – O quê? – Uintatério! – Uintatatério! – É quase um trava línguas – Parem de rir! É cientificamente correto Não é uma piada A ciência precisa de nomes, então, eles têm que criá-los, como para essa coisa Eles sempre usam latim ou grego, para que possam ser entendidos por todos Esses nomes inventados soam melhor na ciência, do que na nossa língua Uintatério soa bem melhor! – Jirka, hora de acordar Já é de manhã! – Vamos! – Vem logo!

– Vamos embora! – Phorusrhacos Veja! – No passado, sempre que as pessoas encontravam pedaços desse animal, como uma garra, eles imaginavam que era de algum demônio voador Por isso temos todas essas lendas sobre lugares com dragões e basiliscos, e sobre o quão fortes e temidos eles eram Estávamos prestes a entrar em um verdadeiro mundo de dragões Não os lendários, mas os reais de carne! Assim que entramos no Mesozoico Jirka começou a procurar por um de seus monstros Até agora, tudo o que tínhamos visto eram rochas Nada além de pedras e areia – Não, não há nenhum sinal de dinossauros – O que tem ali? Olha só! – Onde? É um dinossauro? Aquilo? Isso é apenas uma tartaruga, uma tartaruga normal como qualquer outra! – Ali, Jirka, está vendo? Aí estão os dragões, incríveis voadores – É como se fosse um verdadeiro show no ar! Com aeronaves pré-históricas chamadas de Pteranodonte – É realmente um show incrível! – Pessoal, cuidado! Eu acho que ele está descendo! Jirka! – Cuidado! – Segure! Vamos até a margem! – Eles estão indo embora! Espero que não voltem! – Acho que queria ver o que estávamos fazendo aqui – Parece que entramos em pânico por bobeira Aqui diz que eles se alimentam apenas de peixe fresco! – Peixe fresco? Vocês vão me desculpar, mas isso é porque eles não tinham pessoas para comer! Você viu como seu bico era grande! Eles vão nos deixar em paz agora, você vai ver – Estou encharcado! – É melhor vir para terra, pessoal É a vez de Jirka se secar Olhem aquelas árvores! Plantas e arbustos por toda parte! Lá é quase uma floresta! É quase como as árvores que ficam perto de casa – Especialmente aquelas altas! São pinheiros, não é? – Elas se parecem, mas, na verdade, são chamadas de araucárias Elas estão cheias de resina, então, elas devem fazer uma grande fogueira E aquelas ali em baixo, que parecem palmeiras pequenas, são as cicadáceas Algumas delas sobreviveram até os dias de hoje, mas os animais mudaram

de todos os tipos e formas ao longo dos anos – Jirka! Petr! – O que é isso? – O que você acha que é? – Um Estiracossauro! Você deve estar achando que esses chifres, que mais parecem um colar, aparentam ser bem perigosos, mas na verdade ele era um gigante muito burro Seu crânio poderia ter uns dois metros, mas seu cérebro era pequeno como de um gato Alguns répteis ainda mais rápidos passaram por nós, mas rápido demais para que pudéssemos identificá-los E essa verdadeira fortaleza é um Estegossauro Ele parece uma mistura de animal com robô criado por algum cientista louco Os escudos os protegem dos ataques Era como um cavaleiro de armadura! Maior que um tanque! E quando em perigo, ele poderia usar sua cauda farpada como um porrete Havia muitas criaturas estranhas no Mesozoico Nós vimos outra passando por uma costa rochosa Era algo que parecia ser metade pato, metade canguru Ele era chamado de Trachodon – Jenda! Eu fiz um desenho dele, mais um para o nosso diário Mas a nossa maior conquista de todas, e o capítulo mais longo da nossa jornada do Mesozoico, foi o Brontossauro, provavelmente o maior animal terrestre que já viveu A primeira vez que vimos, ficamos simplesmente paralisados Mas a curiosidade venceu o medo Decidimos chegar mais perto Aquela montanha de carne não parecia oferecer muito perigo, uma vez que não era lá muito inteligente Seu cérebro era tão pequeno que não podia controlar seu enorme corpo, então, ele tinha um outro cérebro bem nas suas costas Foi uma grande sorte vê-lo se mexer! Eles costumavam ficar apenas na água Ela ajudava a suportar seu corpo gigantesco, pesando cerca de quarenta toneladas! – Vá mais devagar, Jenda, para que possamos olhar melhor – Não tenha medo – Ele é gigante! – Parece que a montanha está se voltando para nós – Sim, ele está vindo em nossa direção! – Talvez devêssemos virar também, caso seja necessário – Tudo bem, para a esquerda Espere!

– Preciso tirar uma foto dele! – Com certeza – Não posso voltar sem uma Estava esquecendo Tentem manter assim Obrigado, vamos, agora! Veja! Ele percebeu a nossa presença – Ele realmente está vindo em nossa direção – Melhor nós irmos agora! – Boa ideia! – … estudando os restos de criaturas extintas, paleontólogos são capazes de – Meninos, tem algo se movendo ali É como uma rocha que anda, ou alguma coisa parecida – É um… Estegossauro! – É uma pena que esteja tão escuro. Mal posso vê-lo! – Ali! Olha isso! Tem outro! Logo que amanheceu, atravessamos o rio para ver o Estegossauro Deveria estar morto Ele ficou deitado no mesmo lugar desde o dia anterior Esta era a nossa única chance de ver um dinossauro tão perto De poder tocá-lo! – Talvez ele esteja apenas dormindo

– Não, ele está morto Vamos chegar mais perto! – É, ele morreu mesmo – Eu te disse – Vendo de tão perto você consegue perceber como ele é grande – Grande como um tanque! – Olá! – Sorte que ele está morto! Assim a gente pode dar uma boa olhada nele – Isso não é sorte! Ele poderia ter sido o nosso animal de estimação – Que ideia brilhante! – Eu queria ver você domar uma coisa tão grande! – Como Androcles e o Leão! – Claro, claro! – Eu ia curar suas feridas, primeiramente Da mesma forma que o Androcles ajudou o leão ferido, e o leão passou a acompanhá-lo Todos ficariam com inveja, se eu o trouxesse para casa Seria incrível! – Isso é verdade. Mas há algo mais importante em jogo aqui, Jirka Não partimos para ficarmos famosos ou até mesmo para vivermos uma aventura Nós queríamos saber apenas como era a vida nos tempos pré-históricos Esse era o nosso objetivo Temos tanta sorte por estarmos vendo tudo isso com os nossos próprios olhos É por isso que estamos aqui Então, devemos aproveitar esta oportunidade para escrever, desenhar e medi-lo – Vou tirar umas fotos dele. Todos os detalhes que você quiser – Certo! Comece por aqui com a cabeça, e vá recuando um pouco e descendo cada vez mais Aí está bom Enquanto você faz isso, eu vou medir-lo e desenha-lo Droga! Deixei o diário no barco Jirka, você pode buscá-lo, por favor? – Eu de novo? – Nós vamos preparar as coisas, enquanto isso Qualquer coisa pela ciência – Muito bom! Agora faça o outro lado e, novamente, apenas a cabeça – Petr, eu tenho um bloco de notas, se você quiser – Obrigado, Jenda, isso vai servir por agora Vamos medir isso por passos Comece pela cabeça – Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove – Nove passos até aqui, Petr – Nove passos, que equivale a cerca de oito metros Agora vamos medir essa parte – Melhor usar a mão – Um, dois, três, quatro, cinco, seis Cerca de sessenta centímetros E agora a largura Um, dois, três, quatro, cinco, seis A mesma coisa – Altura e largura de sessenta, certo? – É o Jirka! – Aconteceu alguma coisa – O que houve? – Um dinossauro pisou nele Pelo tamanho dessas pegadas, pode ter certeza que ele era gigantesco Você conseguiu vê-lo? – Não! Já estava assim quando eu cheguei – Esse é o fim! Não vamos conseguir arrumar isso – O diário! O diário de bordo, pessoal! Está intocado! – Pelo menos temos isso! – Mas não vamos conseguir seguir em frente – Não chore, Jirka, isso não é nada Nós vamos construir uma jangada – Vai ser ótimo! Temos muitas árvores por perto, agora! – Então, vamos fazer isso logo Não se preocupe, nós vamos conseguir – Nós não vamos deixar uma bobeira como esta nos parar, Jirka Nós sabíamos que esta névoa no rio sinalizava outra mudança

Era como uma cortina, atrás da qual um novo mundo estava esperando para ser descoberto, mais velho e mais estranho do que o anterior De acordo com o plano este deveria ser o Carbonífero, um mundo de infinitos pântanos e lagoas Era tudo muito deprimente e ameaçador Não havia um único som Era como se a Natureza tivesse sido amaldiçoada – Petr, venha aqui! Eu acho que conheço aquelas árvores! – Qual delas? – Perto da margem Está vendo? São Cavalinhas, não é? – Lá em baixo perto água são cavalinhas, sim Está vendo aquelas ao lado das cavalinhas? São plantas de musgo gigante; Lycopodium Um dia, em vez destas árvores estranhas, haverá um equipamento de mineração montado bem aqui Este é o lugar onde o carvão está sendo formado neste momento, bem abaixo dos nossos pés Os homens virão aqui para garimpar Daqui a milênios, é claro – Espere, eu vou tirar isso daqui – Nossa, mas quanta coisa – Já estou indo – Pessoal, isso aqui não vai ceder Não vamos conseguir passar daqui – O que você esperava? – Simplesmente não há maneira de passar por aqui – Certo, mas e agora? – Vamos andar. Levaremos tudo com a gente – Não deixem nada para trás, pessoal Vamos precisar de tudo para o resto da viagem – Especialmente o diário de bordo Seja extremamente cuidadoso com ele! Jirka! Jirka, venha aqui! – Silêncio! – Pegue alguma coisa – Silêncio! Você ouviu? É um grilo! – Em algum lugar por ali – Mais uma desculpa! É típico dele -Você o conhece Ele sempre encontra algo – Pessoal, acabei de encontrar uma criatura carbonífera! – Onde? – Bem, não sou nenhum cientista, mas tenho certeza que isso não é um grilo É uma centopeia, seu cabeça de grilo! – Eu sei disso, mas eu vou encontrá-lo Custe o que custar! Está aqui, ainda posso ouvi-lo – Não se afaste de nós O pântano é perigoso, não se esqueça!

– Jirka! – Jirka! – Jirka! – Jirka! – O diário de bordo! O nosso diário de bordo! Sai! Sai! Sai! Vá embora! Sai! Vá embora agora! Sai, sai! – Você ouviu isso? É ele! Finalmente! – Ele está vindo de lá! Por aqui Vamos encontrá-lo, rapazes! Antes que ele fique todo encharcado nesse pântano! – Tudo bem, ele nos ouviu – Pessoal, desta vez, não podemos ignorar o que ele fez Ele precisa parar com isso – Ele realmente mereceu dessa vez – Meninos, voltei!

Ainda bem que encontrei vocês O assobio realmente ajudou Você jamais adivinharão o que aconteceu! Uma espécie de lagarto, ou uma salamandra, não sei bem o que era Petr provavelmente saberia De repente ele colocou a cabeça para fora e sabe o que eu fiz? – Não, não sabemos, mas sabemos uma coisa: você não está agindo como um membro de uma expedição Você é apenas um menino, e nada mais! – Pântano por todos os lados e você sai correndo para Deus sabe onde? – Eu lutei contra ele e acabei me afastando, porque era um lagarto terrível! – Deve ser mesmo! Olhe para as suas calças! Você precisa é de uma fralda A partir de agora, você vai nos seguir! – Você não acredita em mim! – Já basta! Vamos embora! – Eu realmente lutei com ele! Nós temos que encontrar um lugar para acampar antes do sol se por – Jirka, leve isso! Você me ouviu? Pegue! – Jirka, venha aqui Venha ver como ficou Nós vamos dormir secos esta noite – O senhor Jirka não está se divertindo – O que você está procurando? -O diário de bordo Não consigo encontrá-lo Eu mesmo o guardei Deve estar aqui em algum lugar – Você colocou ele na bolsa, eu lembro de ter visto Olhe de novo – Eu sei, mas não está aqui – Então, deve ter caído ao longo do caminho Ou quando fomos até aquelas árvores – O que eu vou fazer? – Não faz muito sentido procurá-lo nesse pântano – Não sei nem como chegamos até aqui – Isso é péssimo! Era a coisa mais importante que estávamos levando Tudo o que registramos simplesmente sumiu! – O diário! – Você não está agindo como um membro de uma expedição Você é apenas um menino, e nada mais! Não foi isso o que você falou? – Pessoal, graças ao nosso Jirka! – Sente-se aqui! – Vamos ver como é que isso aqui ficou – Isso vai direto para o nosso diário – Não se esqueça do Jirka lutando contra a salamandra! – E como ele encontrou o diário de bordo! – Com certeza! Foi a maior captura do Jirka até agora! Com o nosso diário de bordo de volta, era como se a esperança tivesse retornado Quase não conseguimos terminá-lo Atravessamos o labirinto do pântano Carbonífero e faltava apenas uma última parte da nossa jornada Ficamos parados às margens do Siluriano O Período Siluriano Pedras e pedregulho, como se o mundo inteiro tivesse sido transformado em pedra Nem um trecho sequer com grama Nem um arbusto, nem mesmo um besouro. Apenas nada! Nada poderia viver aqui O oceano!

Pela primeira vez em nossas vidas, nós vimos o mar, e toda a sua imensidão E então, em algum lugar do mundo, em um tempo tão longe, ninguém poderia sequer imaginar que, houve o início de toda a criação – Então, o que você acha? Gostou? – Gostei. Gostei muito! – Essa água é salgada? – O quê? – Essa água é salgada? – Experimente e veja – E então… Esse é o mar? – Pena que é tudo tão árido, tão sem vida – Veja! Você vê aquelas algas? Elas estão vivas Por enquanto, ele vive apenas na água, mas quando há tempestades, algumas delas vão ser jogadas para perto da terra A maioria vai morrer, mas algumas vão sobreviver Com o tempo ele vai se acostumar com o ar e as primeiras plantas vão crescer – E uma delas vai se transformar em uma grande floresta! – Milhões de anos mais tarde! – Pessoal! Eu encontrei uma coisa! – Mais vida! Crustáceos Deve haver muito mais no mar É de onde eles vêm – Vamos procurar mais! – Meninos, vejam só! – Vocês estão vendo? – Jirka, você sabe o que é isso? – Não – É um trilobita – Sério? – Esse é o trilobita número dois Você encontrou o número um antes, lembra? – Sim, deixe-me ver, onde é que eu coloquei? Aqui está! Jirka agora tinha dois trilobitas em suas mãos Colocados lado a lado e, ainda assim, muito longes um do outro Entre eles estavam 500 milhões ano Aquela pedra era um pedaço da história da nossa Terra Jirka finalmente conseguiu entender e nós tínhamos alcançado o objetivo de nossa expedição: Mostrar-lhe o mundo primitivo como era Nem ele, nem nós vamos esquecer tudo o que vimos: a vida sempre mudando, crescendo, incontrolável, como as ondas do mar! E assim vai continuar, sem fim, para todo o sempre!